QUANDO CHEGA NA ALMA A DOR DE UMA EPIDEMIA
Você
já parou para pensar sobre os 3.700 tripulantes a
bordo do navio japonês Diamond Princess, que estão em
quarentena, onde a cada novo caso de Coronavírus
detectado recomeça-se a contagem dos exames? Até a
data de hoje, haviam em média 450 pessoas infectadas pelo Covid-19
na tripulação.
Rodeados
de preconceitos, exclusões, e divisões, as pessoas que vem
vivenciando na pele esse surto, estão carregando uma manta de
julgamentos constantes. O que isso traz para psique e o emocional do
ser humano? Nosso próprio consciente, nos auto intitula como seres
deletados e excluídos de uma sociedade, onde para apaziguar o
controle de suas epidemias, "retira" o problema da veia
visível.
Em
muitos desses casos de isolamentos e fadiga social, sentimos uma
diminuição do nosso desenvolvimento cognitivo, pela falta
de estímulos do indivíduo com o seu meio. Nosso
corpo, saúde e comportamento, se moldam pelo resultado
dessa interação com o ambiente, por exemplo: em um ambiente como
esses de enfermidade, se não houver estímulos externos
positivos e de ajuda psicológica, tendemos a adoecer e somatizar não
somente no nosso físico, como também no nossa saúde mental
acarretado pela ausência da estrutura regularizadora e de
equilíbrio.
Ficamos
um verdadeiro caos externo e interno, pois quem
cuida da sua "infraestrutura física", raramente esta apto
a cuidar das suas zonas mentais.
Nesse
momento é que acontece a falta de equilíbrio entre o
nosso biofísico com a psique, trazendo uma exaustão
mental onde o sujeito chega a níveis críticos de
esgotamento. Aqui acontece o desenvolvimento de atitudes
incomuns a nossa integridade física e social. Alguns exemplos dessas
disfunções são: automutilações, confusão de escolhas
morais, agressividade desregrada, e no pior dos casos o suicídio
para findar a dor da alma.
Tentando
não ir tão longe como os tripulantes isolados no
Cruzeiro, foquemos nos brasileiros repatriados que estão instalados
em Anápolis: Eles estão passando por um apoio psicossocial e
psiquiátrico para não sentirem esses sintomas invisíveis,
que também são efeitos colaterais da doença. Estão tendo
terapia em grupo, música, jogos digitais e de tabuleiros para
lidarem com essa ansiedade do isolamento. Um
apoio psicológico apropriado, é capaz de ajudar a
entender e lidar com esse sentimento e o pânico de um possível
resultado positivo nos testes.
Infelizmente,
durante crises como essas de saúde publica e mundial, os
sobreviventes das infecções tendem a desenvolver transtornos
mentais como: depressões, agitação psicomotora, ataques de
pânico, ansiedade, estresse pós-traumático, e tendências
suicidas.
Tomando
agora consciência da importância desse âmbito, o Governo chinês inaugurou uma linha direta para que os cidadãos possam ligar
para requerer ajuda psicológica emergencial.
O
que vale sempre lembrar a nós, é que em momentos como esse, o medo
da epidemia, pode gerar uma sensação de que ela é ainda maior.
Somos despreparados para lidar com informações de fragilidade. Cabe
sempre buscar fontes de discussão confiáveis, e nos caso de
intensidade de preocupação, apoio psicológico imediato.
“Não
temeis singelos pupilos, engradecei na positividade escondida pelo
medo. Sua riqueza esta na sua capacidade de superação, e sempre
lembrar da constante evolução como ser terreno”.

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